ESCLARECIMENTOS IMPORTANTES SOBRE O BUDISMO 2 - DESAPEGO E VAZIO

Por: Ricardo Chioro

(Texto intuído e inspirado pelos Mestres Ascensos)

De todas as religiões que temos no Brasil, o Budismo é que tem a linguagem mais difícil de entender, mas todas as religiões tem suas dificuldades de linguagem.

Quando se diz no Budismo que se deve desprender de tudo, não significa se desprender de tudo na verdade, mas somente do ego.

Existem várias coisas boas que não se deve desprender como amor, compaixão, sabedoria, honestidade, humildade, simplicidade, humanidade, ética, caridade e etc. Nada disso é ego.

O que pode ser ego é o orgulho da própria sabedoria, compaixão e etc., mas a compaixão e a sabedoria em si não são orgulho.

Podemos ter orgulho de qualquer coisa, como o por exemplo saber desenhar, mas a habilidade em reproduzir no papel figuras e objetos não é ego em si.

Veja a lógica: O objetivo do Budismo é o trazer a iluminação através do desenvolvimento da compaixão e sabedoria.

O iluminado é um ser desapegado (não totalmente).

O iluminado quase sempre possui sabedoria e compaixão.

Então o desprendimento não é de sabedoria e compaixão.

É importante lutarmos por uma forma mais correta de linguagem do Budismo, pois a linguagem errada pode levar a conflitos internos e sofrimentos.

Imagine uma pessoa achando que teria que se desprender de coisas boas que fazem bem a ela.

Outra linguagem errada é do vazio, o nada.

O Budismo diz que a pessoa tem que se esvaziar.

A condição da iluminação é o vazio.

Mas se a iluminação é amor, compaixão, sabedoria, honestidade, humildade, simplicidade, humanidade, ética, caridade e muito mais, então não é nada, é alguma coisa, e é alguma coisa muito boa.

O vazio é apenas vazio de eu.

Esse vazio no Budismo é o absoluto também, mas na língua portuguesa o vazio é o contrario de absoluto.

Absoluto é tudo, e vazio, é nada.

Então as pessoas acham que a iluminação é deixar de existir, perder tudo, acabar com tudo, gerando diversos conflitos e sofrimentos, achando que um dia vão deixar de existir, ou querem a iluminação, mas não querem deixar de existir, o que seria ruim.

O vazio na iluminação não é o total de si mesmo, apenas que o iluminado é muito voltado para ajudar os outros, servir, então pensa muito em outras pessoas, mas ainda pensa sem si mesmo também.

Se caso o vazio de si mesmo fosse acabar com tudo que existe internamente a pessoa não faria mais nada, pois seria não teria substancia nenhuma.

O nada é nada como entendemos no português, é uma total falta de presença, não poderia ser diferente.

Então os Budas tem muita coisa dentro de si mesmos, um bem enorme, muito felicidade, êxtase, qualidades positivas e isso não é nada, é alguma coisa que existe dentro de si mesmo, então não é vazio.

Porém um Buda tem a percepção que ele faz parte de tudo, e tudo faz parte dele.

Esperamos que você tenha gostado do assunto, se caso quiser ajudar outras pessoas terem o mesmo esclarecimento que vocês pedimos para divulgar esse texto nas redes sociais.

Dessa segunda parte do texto em que falamos do vazio não sabemos se vazio é uma linguagem mal interpretada ou se é um erro, o que é normal nas religiões terem desacertos, porém elas ajudam na vida e autoconhecimento.

Namaste  

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